quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ingresso(Nada)Fácil.Com.Br

Não dá pra falar que o Brasil não recebe shows internacionais. Recebe, e muitos. É bem verdade que, aos pés do Radiohead, na enlameada Chácara do jockey, em março de 2009, vi uma legião de fãs saudar a entrada da banda aos gritos de "FINALMENTE", reclamando dos vinte anos que o grupo demorou para aparecer. Mas o Radiohead era uma das poucas que nunca havia pisado em solo brasileiro. Não temos do que reclamar.

Assim como 2009, 2010 vem sendo um ano cheio de shows fantásticos, com bandas muito conhecidas e artistas nem tão populares assim. Aliás, um dos maiores responsáveis por esse batalhão de shows é o festival que acontece nos dias 9, 10, e 11 de outubro. Sabe qual é, não sabe? Isso, esse mesmo...

Aquele tal de SWU.

No papel é fantástico, só o jeito como foi anunciado já anima: O Woodstock brasileiro! É pra ser um show sobre sustentabilidade, com bandas maravilhosas! Desde os consagrados do Rage Against the Machine e The Mars, até a genial Regina Spektor e os Kings of Leon, passando por boas atrações brasileiras como o Capital Inicial, o reencontro de Camelo e Amarante com os Hermanos e o ótimo Teatro Mágico. E pra dar o tom da festa, Dave Matthews e sua trupe vem comemorar o início das férias com um último show no Brasil. Como eu disse, perfeito.

Até analisarmos o preço.

A pista normal, sabe, aquela que te deixa bem longe do palco mesmo quando se está na grade? Bagatela: 210 reais. (Aliás, prefiro não falar dessa tal de pista Premium, ela faz parecer que quem é muito fã é, necessariamente, muito rico. Mentira.). E olha que eu fui um dos poucos que reclamou.

"Ah, poxa, 210 reais para assistir a um dia inteiro de shows, nem é tão caro assim!". De fato, meu caro amigo chato que tem dinheiro para ir ao SWU, curiosamente o festival não é dos mais caros. O que me entristece é termos chegado nesse ponto. Nos acostumamos com preços absurdos para vermos nossos heróis no palco, tanto que qualquer duzentos reais pode ser confundido com uma pechincha. Lembro-me do último show do Bob Dylan no país. Preços astronômicos, que batiam na casa dos 300 reais os piores lugares. Fiz a maior birra do mundo, mas não fui.

Foi um protesto silencioso e masoquista.

Masoquista porque me doeu não assistir o Bob Dylan. Mas protesto, sim, porque me nego a dar essa quantidade de dinheiro para as empresas que promovem tais shows. Ainda se todo o lucro fosse para o artista eu poderia pensar, mas sabemos que não é bem assim que funciona. O artista, aliás, fica com uma das menores fatias do bolo.

Não que não ganhem muito, claro. Sem hipocrisia.

O fato é que não temos muita escolha. O jeito é esperar bandas com o Ok Go, que vieram tocar em São Paulo nesse mês de setembro, num lugar pequeno e com preço acessível. São raros os momentos, e quando não acontecem, temos que nos sujeitar aos preços. Por exemplo, está quase certo que Paul McCartney virá ao Brasil ainda esse ano, e não tenho dúvidas de que os preços serão exorbitantes e fantasmagóricos. Mas é Paul McCartney, tenho que estar lá, mesmo se tiver que vender minha casa. E você que lê, se também for fã, irá, independente do preço. Porque nosso amor pela boa música não se mede, e fanatismo não se discute, não é mesmo?

Mas um amigo meu, aquele mesmo amigo chato que não reclama do SWU, lembram? Pois é, ele me perguntou, há mais ou menos um ano, com uma alegria que não dava pra medir:

"E aí, vamos no show do Mcfly??"

Ok. Aí já é pedir demais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Shows do Final de Semana - Set #4

Sexta-feira, 24 de setembro:
Jennifer Lo-fi no Inferno Club - São Paulo, SP
Preço: R$15 lista - R$20 porta
Horário: a partir das 00h.
Mais informações: http://www.infernoclub.com.br/

Los Porongas  no Clube Outs - São Paulo, SP
(Lançamento do Single Sangue Novo)
Preço: R$15
Horário: a partir das 23h.
Mais informações: http://www.clubeouts.com.br/imagens/flyers/24_09_2010_LOSPORONGAS.jpg

Rafael Castro e os Monumentais na Livraria da Esquina - São Paulo, SP
Preço: R$15 na porta - R$10,00 na lista
(lista@identidademusical.com.br)
Horário: 23h.
Mais informações: http://www.facebook.com/event.php?eid=157816584243945


Sábado, 25 de setembro:
Cachorro Grande no General Bar - Jaú, SP
Preço: R$15 antecipado - R$20 na porta
Horário: 23h30.
Mais informações: http://www.generalbar.com.br/

Jennifer Lo-fi no Clube Outs - São Paulo, SP
Preço: R$15,00.
Horário: a partir das 00h.
Mais informações: http://www.clubeouts.com.br/agenda.html

Seychelles no CB Bar - São Paulo, SP
Preço: R$20 na porta - R$15 na lista
Horário: a partir das 23h.
Mais informações: http://cbbar.com.br/2009/?q=agenda-integra&cid=583

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VMB 2010: Quanto pior, melhor.

Confesso que esperei ansiosamente pela quinta feira última. Pontualmente, às dez horas da noite, estava eu sentado na frente da TV com uma caixinha de amendoins no colo e um copo de refrigerante na mão. A MTV anunciava triunfante o início do VMB 2010, enquanto eu dava o primeiro gole na minha bebida gasosa.

No fundo, eu sabia que aquele ia ser o primeiro de muitos goles que me desceriam totalmente tortos pela garganta.

A edição 2010 do prêmio juntou o que há de mais pop no mundo atualmente e tentou mostrar tudo em duas horas, incluindo apresentadores de TV de outras emissoras. Isso ocasionou certos incômodos, ou, no mínimo, situações inusitadas. Raul Gil e Roberto Justus foram ovacionados pela platéia quando subiram ao palco, e Rodrigo Faro (talvez o apresentador mais pop do momento) apareceu por longos dois minutos para uma pequena esquete. Isso sem falar na união de Palmirinha Onofre com os colírios da revista Capricho para o anúncio da entrada do Capital Inicial no palco. Qualquer coisa de épico. Épico e vergonhoso.

Fresno abriu a batelada de shows, querendo ser Muse. O Restart não podia deixar de aparecer, levando o público ao delírio. Uma banda formada por integrantes da chamada 'nova geração do rock nacional' subiu ao palco para cantar Charlie Brown Jr. e Raimundos, também agradando a platéia. Mas foi só. Parece que o Capital Inicial não levanta mais as novas gerações, que o Ok Go não é muito conhecido no Brasil e que a genialidade de Otto não é bem compreendida pelas massas.

A entrega dos prêmios foi o que a maioria esperava: ganharia quem tivesse maior aceitação dentre os internautas, uma vez que o vencedor era decidido em votações na internet. Aliás, o artista mirim Justin Bieber não podia deixar de ser citado. Levou o "Melhor artista internacional" em cima da Lady Gaga. Pois é, tem competição até entre a ralé do pop.

Mas voltando, tendo em vista a aceitação na internet, é claro que o Restart era favorito. Tiro e queda. Levaram todos os cinco prêmios que concorriam: Banda pop do ano, hit do ano, revelação, clipe do ano e artista do ano. Artista do ano.

Essa ninguém engoliu.

É bem verdade que a platéia gritava "Pitty" com todas as suas forças no momento em questão, e não algo mais nobre, mas pelo menos estava gritando alguma coisa. Quando Restart foi anunciado como "Artista do ano" ninguém teve dúvidas e se pôs a vaiar a plenos pulmões. Eu, no sofá, quase engasguei com tamanha nobreza no ato, e por um momento pensei que nem tudo estava perdido na música brasileira.

Ledo engano.

Os coloridos subiram ao palco para receber o troféu e anunciaram: "Obrigado a quem votou, e obrigado a quem vaia, vocês fazem a gente crescer!". Até aí tudo bem, eles tinham que arrumar um jeito de sair pela tangente da situação constrangedora. O problema maior foi a entrevista concedida à apresentadora Marina Person na saída do evento. Quando indagados sobre a sensação de ser considerado "Artista do ano" um dos integrantes respondeu:

"Foi uma surpresa, acho que nem merecíamos esse prêmio, estávamos concorrendo com tanta gente que somos fãs... o Skank, por exemplo... a galera do Nx Zero, a Sandy! Meu deus, ganhamos da Sandy!"

Indignação por ganhar da Sandy?

Ouvi a declaração, dei o último gole no meu refrigerante, desliguei a TV e fui dormir ansioso para o VMB do ano que vem, porque pior que esse, torço, não vai dar pra ficar. E cabe agora a piada mais contada na internet nos dias atuais:

Tá na hora de dar um Restart na consciência, galera, que o futuro da música brasileira depende um pouquinho de cada um de nós.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

VMB 2010

Hoje, dia 16 de setembro de 2010, quinta-feira, acontece o Video Music Brasil. O VMB é uma premiação musical realizada pela MTV Brasil, e que reúne vários nomes da música brasileira e também algumas celebridades. Nessa edição, por exemplo, o VMB terá a presença de Larissa Riquelme (a gostosa da copa), terá shows de Ok Go, Otto, Capital Inicial, Restart, entre outros.
A intenção é premiar "os melhores" da música, que na verdade não são melhores, apenas mais votados.

Nesse ano são 16 categorias, e elas são: Artista do Ano, Videoclipe do Ano, Show do Ano, Hit do Ano, Banda/Artista Revelação, Aposta Nacional, Aposta Internacional, Webstar do Ano, WebHit do Ano, Artista Internacional do Ano, Game do Ano, Rock, Pop, MPB, Rap e Eletrônico.

Na categoria Rock do Ano, por exemplo, os indicados são: Pitty, Capital Inicial, Glória, Strike e Nx Zero. E logo, penso que o conceito rock deve ser repensado.