quinta-feira, 7 de julho de 2011

Falando Em Música Entrevista: Filipe Catto


A entrevista de hoje é com Filipe Catto, músico jovem de voz potente e presença marcante. Mesmo com poucos anos de carreira, Filipe tem um EP gravado chamado "Saga" e música em trilha sonora de novela. Agora, ele vai lançar seu primeiro disco pela gravadora Universal.


Falando em Música: A forma como você interpreta suas musicas ao vivo é bastante marcante, tão poética quanto as suas composições, que possuem bastante vigor, surpreendem pela carga emocional que trazem, e pela qualidade da escrita. A você, o que encanta mais, o momento da composição, a criação, ou a função de interprete te traz mais emoção?

Filipe Catto: Na verdade, cada momento tem seu valor específico. Adoro o momento de compor, adoro poder receber o lampejo da canção... mas, sinceramente, meu tesão maior é o palco. Eu só consigo dar vida, de fato, a uma canção quando eu toco ela pro público. Antes, ela fica meio que suspensa na minha cabeça... mas no momento em que ela é colocada para o público, ela existe de fato. No fim das contas, é naquele templo que tudo acaba ganhando vida, onde eu posso viver cada palavra e ser a coisa que antes só existia no meu íntimo.

F.E.M: Muitos artistas saem de sua terra natal e encontram inspirações diferentes. Sua passagem por Nova York foi importante artisticamente? Em que momento você mais sente essa influência? A mudança agora pra São Paulo, também te trouxe esses sentimentos?

Filipe Catto: Quando eu estava em NY, eu não consegui escrever nada que prestasse... talvez porque as experiências que eu estava vivendo dentro do furacão já me tomassem naquele instante. Quando eu voltei pro Brasil foi que eu consegui olhar praquilo de fora e fruir, compor sobre tudo o que eu vivi e ver tudo de uma outra forma. Mudar é bom, e mudar de cidade traz, naturalmente, outros ângulos. São Paulo, agora, me deu um berço muito forte pra poder me expressar mais livremente. Aqui eu to podendo ser mais leve, e também, de certa forma, mais ousado e mais contemporâneo.

F.E.M: Qual é a sua relação com a platéia enquanto você está no palco? Que reações você espera dela, e como essas reações podem mudar o curso do show?

Filipe Catto: Minha relação é sempre de muito respeito. Eu to fazendo uma tour pelos CEUs da periferia de São Paulo agora, e está sendo uma puta experiência incrível, porque as pessoas ali são extremamente espontâneas e críticas. Não tem enganação, ou você faz o show pra valer, ou está ferrado. Eu acho que não dá pra subestimar nenhum público, o lance é se entregar de coração em cada apresentação, porque aquilo é, no mínimo, transformador pra si, como artista. E sempre tem que se pensar que cada pessoa ali saiu de casa e deixou de ver a novela pra te assistir... e que tem o direito de se emocionar. Eu não sou muito pautado, no palco, pelo roteito. Há, sim, um roteiro, mas rola sempre um jogo de cintura sentindo a vibe da platéia... o negócio é fazer com alma e se deixar levar mesmo, com respeito e profissionalismo, sempre.

F.E.M: Em entrevistas você já citou Elis Regina e Pj Harvey como influências musicais, e nos outros campos da arte como cinema ou literatura, o que ou quem te interessa?

Filipe Catto: Hilda Hilst, primeiro, porque os textos dela são extremamente musicais... rola uma vertigem ali... uma sucessão rítmica de palavras que me deixa completamente pasmo. No cinema eu curto muito os caras mais oníricos, tipo o Lynch, o Wong Kar Wai, o Coppola, a Sofia Coppola, que levam a gente prum outro mundo mesmo... Eu amo também os retratos do Mapplethorpe, os trabalhos do Matthew Barney, da Adriana Varejão, os filmes do Almodóvar, os shows que o Fauzi Arap dirigiu... tem muitas referências.

F.E.M: Você canta nos shows e vai gravar Reginaldo Rossi e Dia Perfeito da Cachorro Grande. Que outros artistas você tem vontade de interpretar e ainda não teve oportunidade?

Filipe Catto: Tem diversas músicas que eu amo e to de olho pra shows ou futuros discos. Tem de Erasmo a Tulipa, de Marianne Faithful a Luz Casal, de Pélico a Junio Barreto e Nina Simone...

F.E.M: Seu Álbum já está em processo de gravação? Como está sendo esse momento de preparação e expectativa pro disco?

Filipe Catto: Foi gravado já, mas os detalhes eu dou depois. Por enquanto eu vou deixar o mistério... Pra mim, foi surpreendente, to muito feliz com o resultado coletivo desse processo louco que é se internar num estúdio e fazer a coisa acontecer. Já tem nome, já tem capa, já tem tudo. Depois a gente conversa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Especial Planeta Terra: Conheça as bandas que irão tocar no festival

Nesse ano o Planeta Terra faz 4 anos de existência. Muita banda boa e shows inesquecíveis rolaram nas edições passadas: Iggy Pop and The Stooges, Kasabian, Hot Chip, Lily Allen, Sonic Youth, The Smashing Pumpkins, Primal Scream, entre outros. Como sempre, um festival tem como atrações dezenas de bandas. Muitas pessoas vão por causa das bandas que curtem, outras são fã de uma banda e outros vão mais pelo ambiente mesmo. Pensando nisso que o Falando Em Música fará uma edição especial todas as quartas-feiras sobre cada banda que irá tocar na edição desse ano do planeta terra. É uma forma de você conhecer novas bandas, escutá-las, cantar junto, e quem sabe, até virar fã. A primeira banda será postada dia 13 de julho e, como sempre, será avisada a atualização no twitter.

@falandoemusica

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Falando Em Música Entrevista: Giovanni Caruso

É com um prazer imenso que eu informo, que, depois de quase 1 ano, a volta das entrevistas no Falando Em Música será com o talentoso, baixista e compositor Giovanni Caruso. Pra quem já se esqueceu ele foi um dos integrantes (o integrante, na minha opinião) mais importante do Faichecleres. Agora com a banda denominada de Giovanni Caruso e o Escambau, ele faz um som mais maduro e trabalhado, com influências de Sérgio Sampaio entre outras bandas.


F.E.M: Como surgiu a idéia do Giovanni Caruso e o Escambau e como foi coloca-lá em prática?

Giovanni Caruso: Então... quando saí dos faichecleres precisava pensar um trabalho novo, fui então fazer um "retiro" no Paraguay para colocar as idéias (que estavam desencontradas naquele momento) nos trilhos. Primeiro, saíram as músicas que estão no nosso primeiro disco. O lance da banda veio depois, primeiro juntei pedaços, canções, compus outras e fiquei isolado no meio do Paraguay gravando o que seriam as demos do "Acontece nas melhores famílias". Quando ficaram prontas, vim pra Curitiba e comecei a juntar a banda. Foi achar as pessoas certas, ensaiar e fazer, por fim, nosso show de estréia em 2009. Toda essa primeira parte de composição e gravação da demo foi em 2007 (ano que saí dos faichecleres). A banda só se concretizou em 2009 porque neste meio tempo minha mulher (a Loló) ficou grávida, daí a prioridade acabou óbviamente virando outrae resolvemos ter o bebê junto a família dela, no Paraguay (mais uma vez).




F.E.M: Você nasceu no Rio Grande (mais especificamente na Praia do Cassino) no Rio Grande do Sul. Como foi essa saída da cidade pequena pra cidade grande? Foi planejada essa mudança?

Giovanni Caruso: Mais ou menos. Tava rodando no colégio, minha mãe já morava aqui. O Tuba também. Foi foda. Sair da praia sempre é foda acho, mas abriu muito mais espaço pra encaminhar melhor o lado artístico.



F.E.M: Como começou seu interesse por instrumentos, se apresentar, etc? Teve alguma influência familiar?

Giovanni Caruso: Sempre tive em casa, tinha 5 anos e estudava ouvindo os ensaios do Ataque Epilético que era a primeira banda dos meus irmãos, vivia no meio daquele bando de punks e carecas. Depois vieram outras fases como blues e Rock'a'Billy e eu continuei acompanhando a evolução da gurizada ali de perto até que resolvi formar minha banda tocando o que eu gostava que era beatles e rock '50. Era muito bom ficar ali no meio do ensaio daqueles punks todos.



F.E.M: Quais são as suas influências nas composições?

Giovanni Caruso: Atualmente fico à vontade para te responder que são influências ilimitadas, pois de um tempo pra cá tudo de bom que venho ouvindo acaba agregando algo para as minhas composições de certa forma. Se eu fizer um resumo posso citar artistas de música que tenham (talvez) influenciado mais como
como Sui Generis, Erasmo, Sergio Sampaio, Kinks (sempre), Wings, Chico Buarque, Raul, Cartola, enfim, mais uma paulada de gente. Sem contar os que estão na alma desde a adolescência como os Beatles e todas aquelas bandas maravilhosas dos '60, a música negra USA pré-'70, etc.



F.E.M: Além do Faichecleres e da sua banda atual, quais outras bandas você já participou? Tem mais algum projeto rolando?
Giovanni Caruso: Procuro ganhar a vida fazendo som e por isso tenho que me virar, toco toda semana com uma banda blues que se chama Tony Caster & Hard Bone's Blues, faço baixo também com Eder & seus Problemas (Punk Blues), faço violão e voz sozinho onde role fazer,tenho os "Giovanneides" que é uma dupla com o ex-compositor do Pelebrói não-sei onde tocamos nossas músicas velhas, faço umas fossas e castelhanas com a Paraguaia sempre que possível, acho que é isso.



F.E.M: Você acha que pra uma banda tentar algo, é preciso vir pra São Paulo ou pra alguma outra capital? Por que você acabou voltando pra Curitiba depois de morar 2 anos em SP?

Giovanni Caruso: Antigamente era imprescindível, hoje com a divulgação pela internet já nem tanto. Dá pra sobreviver longe, mas sem tanta evidência. Acho que SP continua sendo o melhor caminho. Provavelmente sempre será aqui no brasil. Saí dai porque saí dos faichecleres, não fazia mais sentido estar ai naquele momento.



F.E.M: Você voltaria a morar em São Paulo?

Giovanni Caruso: Não descarto uma volta, inclusive conversamos muito sobre isso no Escambau, acredito vá rolar uma hora, eu particularmente tenho muita vontade de voltar.



F.E.M: Há planos para o segundo disco do Giovanni Caruso e o Escambau? Quando será lançado? E como será chamado?

Giovanni Caruso: Ta pronto já, mixando o final. Será lançado no início do 2ºsemestre. O nome é segredo ainda hehe. Estamos "hibernando".



F.E.M: As bandas independentes nacionais estão cada vez mais em destaque. Qual bandas que você curte e recomenda para as pessoas que ainda são bitoladas na cena internacional?

Giovanni Caruso: Olha, aqui em Curitiba, estamos passando por uma fase muito boa no underground, tem muita coisa boa rolando depois de uns 5 anos de miséria e tenho muito orgulho de comentar sobre isso atualmente. Acredito que deve estar rolando muita coisa boa pelo brasil inteiro nesse momento. Daqui, poderia citar o Chucrobilly man, Trem Fantasma, Crocodilla, Chuvas, Rockstead City Farm e mais um monte de gente, escolhi esses por serem trabalhos mais recentes, gente que apareceu por agora, mas tem muita coisa boa rolando longe dos olhos e ouvidos dos meios mais abrangentes de cultura. De sp a minha favorita são Os Haxixins.




terça-feira, 28 de junho de 2011

E o fail do dia vai para: SWU

Há poucos minutos atrás, a produção do SWU confirmou os seguintes shows para a segunda edição do festival:  Megadeth, Snoop Dogg, Damian Marley, Black Eyed Peas e Peter Gabriel. E Neil Young que era uma atração muito esperada, vai pro SWU não para se apresentar, mas apenas para participar de um fórum sobre sustentabilidade que será realizado no dia 12 de novembro. O que eu aposto que deixou todo mundo puto porque além do Neil Young não tocar, as primeiras bandas confirmadas são, como eu posso dizer, ruins, tirando o Snoop Dogg.



Calma, tem mais...

Ao perguntarem do preço dos ingressos para o Eduardo Fischer, ele deu exemplo "só um ticket para o show da Hannah Montana custa R$400." E também disse que os ingressos serão em média o preço da edição passada.

Caros leitores deste blog, sejamos realistas. Se o Brasil teve ou têm bons festivais, os nomes de tais são Tim Festival e Planeta Terra. Acreditar que SWU ou Rock In Rio tenha atrações como o Planeta Terra, é uma ilusão. Agora se o Gogol Bordello, Arctic Monkeys ou Black Keys confirmar no SWU, eu aguento o Megadeth ou Black Eyed Pead tranquilo. (É o preço que se paga - além do ingresso)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Shows do Final de Semana - Jun #4

Sexta-feira, 24 de junho: 
Charme Chulo no Espaço Mog - Campinas, SP
Preço: R$25,00 - consumação R$30,00
Horário: a partir das 22h. 
Mais informações: http://www.espacomog.com.br/agenda/

Fernanda Takai no Sesc Pinheiros - São Paulo, SP
Preço: R$32,00 (inteira), R$16,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante), R$8,00 (trabalhador no comércio e serviçoes matriculado no SESC e dependentes).
Horário: 21h.
Mais informações: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=195381

Marcelo Camelo no Sesc Santo André - Santo André, SP
Preço: R$20,00 (inteira), R$10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante), R$5,00 (trabalhador no comércio e serviçoes matriculado no SESC e dependentes).
Horário: 21h.
Mais informações: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=195752


Sábado, 25 de junho:
Apanhador Só no Espaço Mog - Campinas, SP
Preço: R$25,00 - consumação R$30,00 
Horário: a partir das 22h 
Mais informações: http://www.espacomog.com.br/agenda/

Del Rey no Studio SP - Sâo Paulo, SP
Preço: R$30
Horário: porta 23h - show 1h
Mais informações: http://www.studiosp.org/at_20110625.php

Fernanda Takai no Sesc Pinheiros - São Paulo, SP
Preço: R$32,00 (inteira), R$16,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante), R$8,00 (trabalhador no comércio e serviçoes matriculado no SESC e dependentes).
Horário: 21h.
Mais informações: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=195381


Domingo, 26 de junho:
Fernanda Takai no Sesc Pinheiros - São Paulo, SP
Preço: R$32,00 (inteira), R$16,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante), R$8,00 (trabalhador no comércio e serviçoes matriculado no SESC e dependentes).
Horário: 18h.
Mais informações: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=195381

Test e o Inimigo no CCSP - São Paulo, SP
Preço: R$10,00.
Horário: 18h.
Mais informações: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_musica_popular.asp